Chris Maurice assina seus perfumes com um de seus dois nomes verdadeiros; o outro, Christian Carbonnel, entrega a família. Seu avô, Maurice Carbonnel, perfumista francês, mudou-se para a Espanha para produzir óleos essenciais, trabalhou em Alicante a partir de 1921 e fundou a Carbonnel em 1925. A empresa hoje está sediada em Barcelona, e Christian é sua terceira geração. Formou-se sob a orientação do pai, que fazia perfumes orientais densos para o Oriente Médio, os cheiros de sua infância.
Essa criação ainda se percebe: ele prefere madeiras e incenso e nunca usa uma colônia fresca. Depois de mais de vinte anos na empresa da família, onde continua como diretor, abriu seu próprio estúdio, o C De La Niche, em 2019, para compor para marcas independentes. Já trabalhou para Xerjoff, Nishane, Masque Milano e Zoologist, de quem assina Zoologist Camel. Algumas casas estampam Chris Maurice porque Christian Carbonnel, da Carbonnel, soa como um nome demais.
Boa parte de seu trabalho é para a Xerjoff e sua linha Casamorati. Xerjoff Erba Gold (2016) é dele: bergamota, limão e tangerina sobre um coração frutado, apoiado em almíscar, baunilha e âmbar. O mesmo vale para Casamorati Lira (2011), um gourmand de laranja-sanguínea, lavanda, canela e caramelo que resgata um perfume Casamorati do final do século XIX. Ele compôs Xerjoff Alexandria II em 2012, com maçã, lavanda e pau-rosa sobre âmbar, sândalo e oud laosiano.